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ÂNIMAMatérias publicadas e textos pseudo-poéticos afetados! 15 mayo Centenário de Simone de BeauvoirNeste ano, é comemorado o centenário do nascimento da escritora Simone de Beauvoir, eterna companheira de Jean-Paul Sartre, autora de livros polêmicos que marcaram décadas. O seu primeiro livro, “Memórias de uma moça bem comportada”, trata-se de uma crítica ferrenha aos valores burgueses. Sua reunião com o filósofo Jean-Paul Sartre, em 1929, chocava a sociedade da época, por se tratar de uma relação averta, onde ambos tinham relações sexuais com terceiros. Simone de Beauvoir teve relações sexuais com mulheres, geralmente com suas antigas alunas. Sua vida amorosa foi estruturada ao redor de um trio, e não de um casal. Um trio que compreendia de um lado um “amor necessário”, com Sartre; e o que ela chamava de “amores contingentes”, com mulheres. Da sua obra ,talvez ,a mais polêmica seja “O segundo sexo” (1949), uma análise da vida e do papel da mulher na sociedade, considerado por muito o mais profundo estudo sobre o tema. Por sua obra e comportamento, Simone de Beauvoir é tida como uma das principais autoras do feminismo no século XX. No ano de 1971, Simone de Beauvoir assina o Manifesto das 343, que exigia o direito à contracepção e ao aborto legal e seguro. No documento, Beauvoir e mais 342 mulheres admitiam ter feito um aborto ilegal (na verdade, muitas delas, incluindo Simone, estavam mentido). Graças ao movimento feminista as mulheres conquistaram o direito ao voto, o direito ao divórcio, o direito ao uso de preservativos, melhores condições de trabalho e salários mais próximos ao dos homens.Hoje o movimento feminista não é tão popular quanto foi nos anos 70, mas ainda existem várias correntes de pensamento feminista, principalmente no meio acadêmico. Há críticos que dizem que o feminismo prega o ódio contra os homens, a visualização do homem como ser inferior, minimizando assim, um conjunto de idéias e argumentos ao seu estágio mais básico. Algumas críticas culpam o feminismo, devido à “contra-opressão sob o sexo masculino” pelo aumento no número de suicídios de homens nos Estados Unidos, que tem aumentado desde a década de 70. (Obviamente, o feminismo não é culpado pelo aumento dessa taxa). A maioria das críticas ao movimento parte de grupos conservadores que não conseguem aceitar o remanejamento dos papéis tradicionais e dos valores de família, pois acreditam que quando homem e mulher trabalham não sobra ninguém para cuidar bem das crianças. Os conservadores que pregam a família nuclear, estão buscando a volta da sociedade patriarcal. A partir do lançamento do livro “O segundo sexo”, que tratava de assuntos considerados polêmicos até hoje, o feminismo foi ganhando força. Nos anos 60 houve um aumento no número de mulheres que ingressavam na universidade, principalmente nos EUA. Em vários lugares do mundo mulheres protestavam queimando seus sutiãs, ato símbolo da negação do modelo de comportamento imposto pela sociedade. No Brasil, a atriz Leila Diniz desafiou as normas sociais ao praticar amor livre e a independência feminina. O ano de 1975 foi declarado pela ONU o ano internacional da mulher. Depois em 1979, Margaret Thatcher, primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de governo do Reino Unido. Em 1980, o feminismo se destaca na televisão brasileira, programas como Malu Mulher e TV Mulher (de Marta Suplicy). A partir daí a figura feminina fica cada vez mais presente no cenário político: Michele Bachelet na presidência do Chile; Ângela Merkel como chanceler alemã ; Cristina Kirchner presidente da Argentina; e atualmente Hillary Clinton disputando a prévia das eleições nos Estados Unidos. A polêmica vida e obra de Simone de Beauvoir foi importante para construção e desconstrução do que a mulher representa, e do que ela é hoje. Mesmo que polêmica, mesmo que controversa, Simone inspira sentimentos e pensamentos que farão sua obra permanecer viva até, quem sabe um dia, a história nos surpreenda acabando com antigos e tão atuais tabus. 22 marzo Poesia do cotidiano
A companhia teatral Provisória abriu ontem a mostra novos repertórios com a peça “Instantâneos de tempo em tempo”. Com a figura do narrador bem presente, a peça conta estórias (ou seriam histórias?) do cotidiano. A direção é conjunta, isso talvez explique a forma que a peça tomou. Não linear, diria até meio labiríntica, mas de alguma maneira consegue tocar o público. “Instantâneos de tempo em tempo” é composto por vários acontecimentos do dia-a-dia, coisas comuns, mais cheias de poesia. Como a do garoto que gostava de brincar de se lambuzar de catchup para assustar sua mãe quando ela chegasse em casa, e teve de desistir da brincadeira pois seu animal doméstico, Flecha, o lambia dos pés a cabeça. Quando Flecha morre, ele volta a brincar com catchup. Ou o texto que fala sobre a separação de um casal. Tem cenas enroladas e ás vezes desnecessárias, como os atores ficarem durante uma música inteira enchendo o palco com sapatos. Talvez isso seja para mostrar como nós (seres-humanos) somos passageiros, mas não era necessário tomar tanto tempo com essa cena, com o risco de perder a atenção do espectador. Também há cenas belíssimas e tão simples quanto poéticas, e cenas fortes e profundas. O espetáculo tem imagens maravilhosas, que só pessoas muito sensíveis poderiam criar. O elenco é composto por Ciliane Vendruscolo, Cleydson Nascimento e Fábia Guimarães, teve apoio de Ana Cavalli, Fausto Franco e Nina Rosa Sá. “Instantâneos de tempo em tempo” fica em cartaz até 29 de março no Teuni (Teatro Experimental da UFPR), com ingressos a dez e cinco reais.
Serviço:
22/03 – 23h 27/03 – 23h 28/03 – 20h 29/03 – 23h
TEUNI - Teatro Experimental da UFPR
17 marzo Psicologia e críticaPeça de Enéas Lour discute psicologia e teatro
A comédia “Psicólogos não choram”, de Enéas Lour, é uma peça metalingüística (teatro falando sobre teatro) que está inserida na programação do Fringe. Ao contrário do que sugere o nome, a peça não se restringe, nem se aprofunda no assunto psicologia. A peça é pontuada em cena pelos próprios atores, com acontecimentos só possíveis nesse estilo de teatro non sense, por exemplo ligações do diretor no meio da peça. Trata-se da história de um homem que acredita ter dormido com 17 anos e acordado com 44. No decorrer da peça descobre-se que é casado com uma mulher de 50 anos( madame Telmah), que freqüenta o consultório de Onofre (seu psicólogo) há 12 anos, e por fim que está numa peça de teatro. Carlos, o paciente, tenta fugir várias vezes durante a peça, mas não encontra uma saída. A peça critica o próprio teatro, a rivalidade entre atores, a divisão de papéis, o prestígio e ainda é cheia de “piadas internas”. O elenco é formado por Ranieri Gonzáles, Gilda Elisa e Enéas Lour. Os três atores são muito prestigiados no Paraná e já receberam vários prêmios, Lour também como dramaturgo e diretor. A peça além de ter sido contemplada pelo prêmio Myriam Muniz da Funarte, tem mais importantes nomes na ficha técnica: Áldice Lopes (figurinos), Chico Nogueira (sonoplastia), Beto Bruel (iluminação), Fátima Ortiz (apoio na direção), Beto Meira (direção de fotografia) e Dani Régis (execução de som, luz e vídeo). A peça não tem uma grande história, nem tampouco é profunda, mas vale a pena para quem aceita o gênero non sense e está disposto a dar boas risadas. 11 marzo Espetáculo Bolacha Maria estréia quinta-feiraPeça da Armadilha cia de teatro reproduz universo do jornalista Manoel Carlos Karam
Eita bolachinha sem graça! O total extremo da peça “Bolacha Maria_ um punhado de neve que restou da tempestade” que estréia nessa quinta-feira no teatro José Maria Santos. “Bolacha Maria” é recheada de textos de Manuel Carlos Karam, jornalista, escritor e dramaturgo catarinense que faleceu em dezembro do ano passado. Karam é conhecido por seus textos labirínticos e introspectivos. Pode-se dizer que a peça beira o absurdo, e em certos momentos remete à “Café Andaluz”, peça montada pela Armadilha cia de teatro no ano passado e retrasado. A diretora, Nadja Naira, conseguiu transformar a literatura do Karam, complexa, não linear, em algo inteligível e agradável. O elenco da peça é formado por: Alan Raffo, Alexandre Nero, Sol Faganello, Tatiana Blum e Diego Fortes (diretor de Café Andaluz). O resultado não imaginaria melhor. A peça tem clima de sonho, e um “quê” de non sense que poderia deixar a peça cansativa, não é o que acontece. A formação e a quebra de expectativas faz com que o espectador fique cada vez mais inquieto na poltrona. O espetáculo é resultado de meses de pesquisa e experimentação (leituras públicas), que começaram com Karam em vida. O projeto Bolacha Maria foi contemplado com o prêmio Myrian Muniz, da Funarte. “Bolacha Maria _ um punhado de neve que restou da tempestade” fica em cartaz de 13 a 16 de março, na temporada de estréia e segue durante o Festival de Teatro.
Serviço:
Temporada de estréia:
Teatro José Maria Santos
Festival de Teatro de Curitiba:
29 febrero Le Parkour ganha fama em Curitiba Esporte radical tradicionalmente francês é visto com simpatia em Curitiba
Os transeuntes ficam curiosos, alguns assustados, mas foi o ambiente urbano que os tranceurs escolheram para a prática de um dos esportes mais perigosos do mundo: O Parkour. O Parkour, ou “Le Parkour” (“O percurso”), foi criado nos anos 80, pelo francês David Belle, conhecido mundialmente por pular do alto de um prédio para outro. O esporte começou a ficar popular a partir de 1997, e hoje em dia tem praticantes em todo o mundo. Segundo os praticantes o objetivo do esporte é apenas se divertir e treinar o corpo para movimentos acrobáticos, e não se exibir para terceiros, nem ser melhor que ninguém. Praticante (ou tranceur) há apenas 6 meses, Mateus de Oliveira diz que o lema do Parkour é “Ser forte para ser útil”. Para saber mais sobre esse esporte urbano leia a entrevista com os tranceurs Curitibanos; João Pedro Raffo, Joel Budal, Rafael Puchivailo
Vocês se arriscam muito fazendo manobras em concreto sem nenhuma proteção. Para que? Qual o objetivo do parkour? Joel - Fazer um percurso, ir de um ponto a outro, sem que nada o detenha.
Como começar a praticar, visto que não existe “academia de Parkour”? João – Procure alguém que pratique há mais tempo.
Existe rivalidade de “tribos”?
O Parkour é um esporte individualista, certo? Você pratica sozinho, ao contrário dos outros esportes... João - Não, os treinos são conjuntos e sempre tem troca de conselhos. Eu particularmente fico mais animado quando tem mais gente. Meu irmão foi tentar dar um pulo e quebrou a clavícula, se estivesse sozinho a ajuda poderia ter demorado.
Lendo alguns sites, senti que os praticantes têm muito respeito pela filosofia do Parkour, como se fosse um estilo de vida, um tipo de yoga mais perigoso... Rafael – Esse é o Parkour puro da França, lá os caras tratam o Parkour como um tipo de religião.
Existe competição de Parkour? Rafael – Não. Inclusive o David Belle criou uma campanha contra a competição na internet. Até porque ninguém é melhor que ninguém, a diferença é o tempo de treino.
E como vocês lidam com o preconceito daqueles que dizem que é esporte de maloqueiro, bandido, etc.? Rafael – Os primeiros anos foram bem difíceis. Fizemos eventos em colégios para acabar com o preconceito, para que as pessoas conhecessem, entendessem que o que a gente faz não é malandragem, é esporte. Agora as pessoas procuram a gente... Tem um senhor de 40 e poucos anos que pratica com seu filho. E para gente é importante que venha bastante gente. 09 febrero Saudades do Chico Estava ouvindo um cd antigo do Chico Buarque, quando me lembrei que conheço o Chico. Obviamente não o suficiente para sentir saudades, ou não, como diria Caetano.
A história de como conheci Chico é tão vexaminosa quanto engraçada. Acho que por isso nunca a escrevi. O senhor Buarque veio fazer um show do seu novo disco em Curitiba, talvez seu ultimo show, e minha única chance como cara-de-pau. O show era às 21h, cheguei no Guaíra às 18h, dizendo que ia provar figurino. Provavelmente os porteiros não pensavam na possibilidade de ser bailarina, mas também não pareço uma fã enlouquecida.
O Guaíra, e desde os meus tempos de balé ou coral estava mais equipado, com câmeras de segurança e etc. Enfim fiquei, por duas horas, fugindo de câmeras e possíveis guardas. Vi o ensaio do G2 (ballet do Guaíra), andei pelo teto do Guairão (como é chamado o grande auditório) e pelo subsolo, onde estão guardados os cenários. Também fui ao Guairinha e ao miniauditório conferir a programação. Enfim, nada me interessava mais que o show do Chico.
Estava sozinha, no escuro e com fome vendo a luz ser afinada do teto do Guairão, onde daqui a algumas horas seria o show do chico. Desci, um guarda me descobriu, perguntou o que eu fazia ali, fiz a minha melhor cara de burra e disse que tinha ido provar figurino. O guarda me levou a sala onde faziam a prova de figurinos, eu fiquei lá por um tempo conversando com a costureira, ela achou que eu era sobrinha do gaurda, o guarda acreditou que eu já tinha estado lá uma vez. Disse que esperava que minha tia viesse me buscar. Fiquei lá até que uma hora a costureira teve de ir embora, então ela gentilmente disse que precisava fechar, e que era para eu descer com ela. Foi aí que um guarda me desmascarou, mas quando estávamos passando pelos corredorres até a saída reconheci uma voz. Era o Chico! Entrei no camarim, a câmera escondida na bolsa. Dei oi, totalmente idiota, e odeio isso, aquela era a hora que eu mais devia ter postura. Não falei nada para não parecer uma new fan, que escuta "ela faz cinema" e acha que essa é a música da vida dela. O Chico que me desculpe, mas provavelmente ele concorda comigo que essa não é sua melhor música, e com certeza esse último não é seu melhor cd. Naquela hora que queria perguntar se algum dia iriam montar Dança da meia lua de novo, por que demorou tanto para lançar outro cd, ou qualquer pergunta mais interessante do que "Posso tirar uma foto?", hahahaha foi realmente ridículo.Que merda, devia ter preparado algo. Enfim tirei a foto, recebi um elogio do próprio, o que fez eu me sentir muito satisfeita. Bom muito satisfeita não...Fiquei mais um tempo ali por perto, o produtor perguntou se eu sabia onde tinha um mercado. Fomos até o Mercadorama mais próximo, na verdade ridiculamente próximo, ele podia ter perguntado a qualquer um. Fui com ele, conversamos, ele me prometeu um ingresso para o dia seguinte, não fui.
No dia seguinte tinha um jantar na casa da Regina Vogue. A comida estava maravilhosa, realmente não me arrependi, rs. A máquina que levei pertencia à faculdade, era de filme, o filme queimou. Não tenho nenhuma prova de que tudo isso aconteceu, não me arrependo de não ter insistido no dia seguinte, mas mesmo assim: Saudades do Chico... 02 febrero Comunistas consumistasCorram, corram, corram que eles vem aí!
Os comunistas consumistas vão invadir nossa praia
com suas camisas de grife, estampando o Che Guevara
com seus tênis importados com a cara da humildade,
lutando com unhas e dentes contra o capitalismo exacerbado.
berram "Fuck the Bush" aos "porcos capitalistas"
Eles que vivem de ar, e de produto industrial
juram que sabem o que dizem
juram que fazem e acontecem
continuem sua luta
troca a marca do refri
joga a rolling stone no lixo
o que importa é consumir.
Viva la revolucion!! 30 enero Grupo de teatro faz leituras de KaramAcontece nessa quinta-feira a segunda leitura da obra do jornalista, dramaturgo e escritor Manuel Carlos Karam . As leituras, feitas pela Armadilha cia de teatro, fazem parte do processo de criação do espetáculo “Bolacha Maria_ um punhado de neve que restou da tempestade”, que estréia dia 13 de fevereiro, e segue até o festival de teatro, na mostra paralela Fringe. A peça é uma junção de várias histórias do Karam ambientadas em Alhures do Sul, cidade imaginária semelhante a Curitiba.
Quinta-feira passada o grupo leu trechos da obra “bicho de sete cabeças”. Nessa quinta (31 de janeiro) serão apresentados trechos do livro “Cebola”, e a terceira leitura será de uma das seis obras inéditas deixadas por Karam. Trata-se do livro “Ovos não tem janelas”, apresentado dia 7 de fevereiro, na Fnac.
Após as leituras há sempre um debate com 3 convidados. Os convidados de quinta são Beto Bruel, representando o teatro, Paulo Sandrini, a literatura, e Bruno Karam, filho do dramaturgo.
Segundo a diretora, Nadja Naira, as leituras fogem um pouco do gênero “leitura branca”, pois contam com figurino, sonoplastia e um pouco de encenação. O elenco é formado por Alan Raffo, Alexandre Nero, Diego Fortes, Sol Faganello e Tatiana Blum, com produção de Michele Menezes.
As leituras duram 40 minutos, e acontecem nessa quinta (31) e após o carnaval, dia 7 de fevereiro, na Fnac, sempre ás 19h30.
Serviço:
31/01- Picando uma cebola em chamas 07/02 – Ovos não tem janelas
Entrada gratuita Fnac, Parkshopping Barigui
29 enero Carnaval de ruaQuem disse que Curitiba não tem carnaval? Nem a chuva impediu os curitibanos de curtirem o “Garibaldis e sacis_ o bloco que ensaia mais não sai” nesse domingo no Largo da ordem. O carnaval de Curitiba tem público limitado, mas já está virando tradição. O bloco Garibaldis e sacis toca marchinhas carnavalescas, e a cada domingo são sugeridos temas para as fantasias dos participantes. No domingo, dia 27 foi o “dia do invertido”, quando os homens e fantasiam de mulheres, e as mulheres de homens. As músicas que embalam a folia são marchinhas, funks e enredos de escolas de samba. A festa começou às 15h e foi até as 20h30 com o carro de som, mas houve quem resistiu até às 23h, mesmo debaixo de chuva. 25 enero O fim do peixePeixe amigo,
que triste seu fim acabar no congelador dentro de um pote de margarina. Que fim agoniante, agonizante... ó pobre peixe viciado. Fim da glória
luta come e bebes. Peixe indigesto
peixe modesto
peixe morto
Dead fish
bangladesh
the roof is on fire
the book is on the table
Esse é o fim
o ciclo não tem fim
ciclo vicioso
cof-cof.
(Esse poema foi escrito com ajuda da Juliana Mau Briganó) 23 enero Peixe pródigoQuando a piada é boa eu até gargalho Agora danço o "samba de orly" Pegue, amigo, o gim e o baralho entra na roda, grita, canta, sorri... só não espere o nítrico orvalho das manhãs curtas daqui. (Rima mais quem ri melhor) 21 enero Soneto PscianoÓ mãe acalme esse tremor Dum peixe que sonha e chora Com alma de galanteador E o espírito de outrora Ó mãe perdoa essa mentira E tantas outras estórias Do peixe que a admira e a guarda na memória Mainha não peço que entenda Nem ao menos se surpreenda com os feitos de sua cria Só peço que tenha dó Dessa figura tão só tão cheia de agonia. 18 enero Peixe de baladaEu sou um peixe
que vive na gandaia Festa o dia inteiro Copo de cachaça Chaqualha o esqueleto Cartilaginoso gole de xiboca tapa na pantera gosto de fumaça jogo de trapaça
tempo para o nada... (nada, nada, nada) 14 enero O aborto da naturezaO fracasso da natureza,
Peixe não saber voar
e quem falou que é pertimito?
ser mocinho ser bandido
ser pirata ou marajá?
quem falou que você pode?
quem falou que era nobre?
o peixe poder voar
o peixe poder voar
Peixes não voam meu amigo
e mesmo se por algum motivo
viesse ao mundo com asas
no mar qu'iria morar
no mar qu'iria mora-ar
no mar qu'iria morar
Por isso feia criatura
Cesse esta sua procura
tu és peixe não é gente
e nem um pouco comovente
e nem um dia vai voar
nem um dia vai voar
nem um dia vai voar.
Nem faça essa cara tão triste
depois de tudo ainda persite
peixe nem pode chorar
e nem ao menos vai voar
peixe nem pode chorar
peixe nem pode chorar. 19 diciembre Poderoso PeixãoPreparem-se para a maratona de férias de poemas psciânicos:
O poderoso peixão
Apaga esse cigarro amigo fish que de tempos em tempos gente morre Me diz o preço do presunto de hoje, o de ontem já esqueci jure que vai chover antes que escureça e fique tarde ria do próximo distante até que alguém lhe apague toma um gole de scotch e sorria peça desculpas por algo diga-lhes que sente imite o chef não core supere
prolongue
nunca chore
fique atrás de mim
peça mais um gole
finja que de tudo sabe
e jamais de nada ria ou fale
quando perguntarem de que lado fica
indique sempre o menos provável e próximo
quando te indicarem o lado certo pra que corra
escolha o errado, pois seu caminho é você quem faz
poderoso peixão ensina o que é viver no perigo do oceano marginal. Músicas de Edu Lobo e Chico Buarque para o ballet teatro Guaíra.
jazz light
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